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Pacientes com câncer tendem a não praticar exercício, mas recomendação médica pode influenciá-los

Notícias Sexta, 28 Abril 2017 12:50
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Estudo apresentado no 2017 Cancer Survivorship Symposium, da American Society of Clinical Oncology (ASCO), revelou que 75% dos pacientes de câncer em tratamento reduzem os níveis de atividade física após o diagnóstico. As barreiras mais comuns relatadas foram fadiga (78%), dor (71%), dificuldade de motivação (68%) e de disciplina (65%). Por outro lado, pesquisa realizada na Austrália com pacientes de câncer de próstata mostrou 87% de adesão a um programa de exercícios recomendado pelos clínicos que os atendiam. Desses, 80% relataram que o encaminhamento do médico influenciou sua decisão de participar. Além disso, 88% disseram ter sido benéfico para sua saúde e bem-estar e 75% recomendariam o programa a outras pessoas que vivem com câncer de próstata.

Benefícios concretos foram apontados, por exemplo, no 2017 Gastrointestinal Cancers Symposium para pacientes com câncer colorretal metastático ativos em comparação com aqueles que não praticam atividade física: redução de 19% na mortalidade e 16% na progressão do câncer. “Os exercícios físicos ajudam a controlar o peso, equilibrar os hormônios e favorecem o sistema imunológico”, diz a Dra. Amanda Gonzales Rodrigues, médica da Unidade de Cardiologia do Exercício do Hospital Sírio-Libanês.

A diretriz de Cardio-Oncologia das Sociedades Brasileiras de Cardiologia (SBC) e de Oncologia Clínica (SBOC) atribui à reabilitação e à atividade física também a capacidade de interferir nos processos biológicos relacionados ao crescimento ou recorrência do tumor, redução da atividade inflamatória, atenuação dos efeitos metabólicos adversos da imobilidade e da quimioterapia e diminuição do risco de complicações cardiovasculares e até de depressão.

Segundo a Dra. Amanda Rodrigues, pacientes em tratamento de câncer que praticam exercícios físicos têm menos ansiedade, depressão e fadiga. “Diminui também a dor”, relata. “As pessoas com câncer costumam pensar que devem poupar energia, fazer repouso, mas é o contrário. O tratamento pode trazer uma série de efeitos adversos que podem ser combatidos pela atividade física, inclusive o ganho de gordura e a perda de massa muscular”, destaca a especialista. Ela lembra que estes últimos são fatores importantes diante do caráter de doença crônica que o câncer tem assumido em muitos casos.

A Dra. Clarissa Mathias, secretária geral da SBOC e sócia do Núcleo de Oncologia da Bahia, concorda. “A reabilitação traz inúmeras possibilidades de retorno à funcionalidade com melhora da qualidade de vida”, afirma, tomando como base, além dos estudos científicos, sua própria experiência na clínica onde atua. Há oito anos, foi criado um espaço onde pacientes com câncer praticam exercícios em programas personalizados mas convivendo com pessoas que não têm a doença. “A iniciativa tem sido muito bem-sucedida; eles formam turmas e interagem bastante”, conta. Até hoje, cerca de 100 pacientes já passaram pelo serviço, a maioria deles com câncer de mama.

“As contraindicações e limitações são poucas e os benefícios, muitos”, enfatiza a Dra. Amanda. “Exercício físico é fundamental antes, durante e depois do câncer”, diz, ao destacar que os oncologistas devem ter esta consciência e encorajar seus pacientes a exercitar-se.

Última modificação em Terça, 02 Maio 2017 18:25

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