×

Atenção

JUser: :_load: Não foi possível carregar usuário com ID: 669

Notícias

Conheça o quarteto do II Oncogenética em Foco: programa internacional para residentes

Notícias Terça, 03 Abril 2018 21:15
Da esquerda para direita, Fernando Augusto Batista Campos, Katia Regina Marchetti, Lucas Ferreira Sant'Ana e Guilherme Harada Da esquerda para direita, Fernando Augusto Batista Campos, Katia Regina Marchetti, Lucas Ferreira Sant'Ana e Guilherme Harada

Foram divulgados os nomes dos quatro selecionados para a segunda edição do Oncogenética em Foco: programa internacional para residentes. As bolsas da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) incluem passagem aérea e hospedagem de 1 a 9 de junho de 2018 na cidade de Chicago, Estados Unidos. Os bolsistas participarão de atividades específicas no The University of Chicago Center for Global Health, bem como no Congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO 2018, 1 a 5 de junho), quando desenvolverão atividades específicas do programa. Além disso, os selecionados terão uma agenda exclusiva com líderes na área.

Dois dos selecionados são mineiros e R3 em Oncologia Clínica no AC Camargo Cancer Center: Fernando Augusto Batista Campos, de Uberaba, e Lucas Ferreira Sant’Ana, de Belo Horizonte. Os outros dois são paulistanos e R3 em Oncologia Clínica no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp): Katia Regina Marchetti e Guilherme Harada.

O II Oncogenética em Foco será a primeira experiência internacional de Fernando na carreira. “Minha motivação principal é saber como funciona um centro de referência na área, tanto a parte assistencial quanto a de pesquisa”, conta. O residente também passará o mês de outubro estagiando no Departamento de Sarcomas do MD Anderson Cancer Center, nos EUA. “O programa da SBOC será um gatilho para me aprofundar e contribuir também para a oncologia brasileira.” Ele lembra que, atualmente, poucos oncologistas sabem encaminhar pacientes para um oncogeneticista e parte dos especialistas também não se sente segura para responder as perguntas dos próprios pacientes sobre câncer hereditário.

Da mesma forma, Lucas salienta que a oncogenética ainda não é muito difundida no Brasil, mas tem grande potencial e demanda em ascensão. “Vai crescer muito na terapêutica e no prognóstico, com medidas profiláticas”, avalia. “Pretendo trabalhar com oncogenética no Brasil de forma paralela ao atendimento ambulatorial.” De 18 a 22 de abril, ele estará no México para o 4th ESO-ESMO Latin American Masterclass in Clinical Oncology. A expectativa é grande também para o Congresso da ASCO: “Em quase todos os dias da programação, há vários temas de oncogenética”.

Guilherme teve uma experiência recente no The Christie and Manchester Cancer Research, na Inglaterra, onde pode participar de atividades com a Dra. Fiona Blackhall, grande referência na área. “Será incrível conhecer o The University of Chicago Center for Global Health, um centro enorme dos EUA; com certeza teremos muito a acrescentar voltando ao Brasil”, diz. “São oportunidades que somente o programa da SBOC proporciona”, valoriza.

A biologia molecular do câncer sempre aguçou a curiosidade de Katia, tanto que esse foi seu tema de iniciação científica já na graduação. Faz parte do programa de residência do Icesp o atendimento em ambulatório de hereditário, mas ela pontua que nem sempre existem os recursos necessários para realização dos testes genéticos necessários. Em sua opinião, a experiência internacional dos profissionais brasileiros tem grande peso para o desenvolvimento da oncogenética no país. “Temos que avançar mais na prevenção e principalmente na terapêutica”, afirma. Ela acabou de ficar um mês no setor de urologia do John Hopkins, em Baltimore, nos EUA. “As iniciativas da SBOC de programas para os residentes e jovens oncologistas são fantásticas; infelizmente há pouco incentivo por parte das universidades para que o especialista aprimore sua formação no exterior; tudo é muito custoso”, salienta. “Todo o conjunto de ações da SBOC tem sido muito bacana; o curso do XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica no ano passado sobre síndromes hereditárias foi excelente”, finaliza.

Pesquisar